Goodbye, halcyon days...


Terça-feira , 15 de Dezembro de 2009


Passado

Há dias em que meu maior desejo é me refugiar das minhas próprias lembranças. Apagar alguns momentos do passado. Chego a ter plena certeza de que seria melhor assim.

 

 

Há dias que estou propenso a me afogar em desgraças. Não posso evitar. Me deixa com os pés no chão. Ciente de minhas ações. Mais preparado. Mas, ao mesmo tempo, como efeito colateral, fico extremamente amargo.

 

 

 

Os dias passados são cruéis, sim. Mas se é passado, por que me aflige tanto? Por que teimo em vivê-lo repetidamente?

 

 

Eu queria ver a beleza do presente. Viver nele, mas não consigo desvencilhar o agora do outrora e fico arrasado. Nem por fatos, mas por possibilidades que teimam em se desatar em minha mente todo o tempo. Eventuais acontecimentos que possam ou não ter se desenrolado em algum lugar do passado, mas que tem um espaço reservado dentro do meu coração para fazer de mim um mártir.




Livrai-me.

 

 

 

Escrito por Kurt às 01:12:34 AM
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Quarta-feira , 21 de Outubro de 2009


Invictus - William Ernest Henley

 

 

Out of the night that covers me,
   Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
   For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
   I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeoning of chance
   My head is bloody, but unbowed.

Beyond the place of wrath and tears
   Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
   Finds, and shall find me, unafraid.

It matters not how strait the gate,
   How charged with punishment the scroll,
I am the master of my fate;
   I am the captain of my soul.

 

 

Escrito por Kurt às 02:21:43 PM
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Terça-feira , 13 de Outubro de 2009


 

E, no prelúdio do ato, ela hesitou por um instante de segundo. Os dedos que deslizavam por planícies tranquilas se enrijeceram. Pensou sim que queria que o toque de minhas mãos ajudasse-a a apagar o calor que outrora foi ali depositado. Havia compaixão em sua reflexão egoísta. Portanto, não era de todo inválida. Eu sabia e não sabia.

 

Ansiava por palavras para não ser aos poucos tragado por um vórtice de solidão, mas estas nunca foram proferidas.

 

O intervalo terminou.

 

Maldito pulsar de eterno retorno que explora minhas fraquezas e não me deixa ser feliz.

 

 

 

 

Escrito por Kurt às 10:55:51 AM
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Terça-feira , 30 de Junho de 2009


Som da Mente

 

Eu não consigo imaginar os lugares para os quais você vai quando as luzes estão apagadas. Nem quantas pessoas você conhece. Não tenho idéia de tudo o que você já presenciou, não consigo entender tudo o que você já viu e nem compreender tudo que você me diz, mas sei como eu gostaria de ter estado ao seu lado desde sempre. Ter tido meu ínfimo espaço em cada um dos pequenos eventos. Entretanto, sei que jamais serei onisciente de você e isso me incomoda profundamente.

 

Eu escorrego entre você e seus grandes sonhos. Tento te acompanhar, mas, às vezes, a velocidade parece ser vertiginosa demais para mim. Porém, eu corro, mesmo debilitado, eu corro, porque eu quero e preciso estar ao seu lado. Mas, se eu eventualmente cair, peço para que pare e tenha paciência, peço para me estender uma mão e me ajudar a levantar. E peço, acima de tudo, para que aumente o ritmo simultaneamente comigo. Só assim encontraremos reciprocidade e não nos sentiremos ultrajados.

 

É muito fácil enaltecer o que fazemos por outrém, situações que temos de lidar e do que abrimos mão. Só não podemos nos esquecer que os outros também passam pelo mesmo e temos de levar isso em consideração, porque nunca sabemos plenamente como tal pessoa pode ser de extrema importância para nós e o quanto usufruímos dela até perdê-la.

 

Então, ao praticar um gesto de amor, vou fazer meu máximo para não me sentir injustiçado, porque eu não sei pra onde vou daqui e a vida ainda é um enorme mistério.

 

E perto disso, os desentendimentos por mim envilecidos tornam-se fúteis.

 

Escrito por Kurt às 12:37:10 PM
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Sexta-feira , 10 de Abril de 2009


Traduções

 

 

Talvez tudo nesta vida seja trágico e efêmero.

 

 

 

 

Escrito por Kurt às 08:41:56 PM
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Domingo , 05 de Abril de 2009


Corrida Interminável

 

 

 

Palpitadas inconstantes e suor frio. Já não me lembro de antes disso. Por que comecei? Por que me importo? Tudo parece me incomodar corroendo minhas entranhas. O sol no zênite me transmite desesperança assim como a tempestade calamitosa. Lá, bem no horizonte, vejo a linha de chegada, vejo a fita, mas não há ninguém aplaudindo. Penso ter feito um esforço inócuo, mas continuo correndo mesmo assim. Atinjo meu objetivo. Diminuo o ritmo. Reconhecimento nulo.

Não sou ovacionado, então não paro. Fecho os olhos e passo como se ali não fosse o fim. Meu pulmão queima, solicitando o que acha ser seu merecido descanso. Mas não vou parar, não posso, não enquanto estiver sob a visão deles. A dor física é substituída por uma melancolia impiedosa.

Digo pra mim mesmo repetidamente como um mantra: “Simplesmente não é aqui, continue”.

Mas não adianta, exaurido, tropeço em uma pedra bato a cabeça e caio vencido. Acordo perdido e só. O sangue escorre pelo meu rosto e escoriações pelo meu corpo ardem. Levanto-me apenas por levantar, não porque quis. Não pensei nisso. Olho ao meu redor e não vejo ninguém. Fico estranhamente feliz, não plenamente, mas naquele instante sim. Apenas por não terem visto minha queda. Tiro a terra de meus joelhos e volto a andar, não consigo ir mais rápido. Fui assolado pela dúvida, por que estava ali? Entretanto, continuava a andar como que automaticamente e sabia dentro de mim que voltaria a correr mais uma vez, mesmo sem saber o que me motivava naquele momento, mesmo sentindo no fundo do meu coração que poderiam ser fantasmas blasé na outra linha de chegada.

 

Escrito por Kurt às 08:01:32 PM
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Segunda-feira , 30 de Março de 2009


Olho para você e te vejo com os mesmos olhos de outrora, nada mudou e nada nunca mudará para mim. O seu olhar gelado continua parando meu coração e seu abraço cálido continua ressuscitando-o.

 

Escrevi uma carta pra você contendo todos meus medos, aflições, aspirações e desejos, mas esta foi extraviada. Estou perdido agora e não sei qual deve ser meu próximo passo.

 

À Serendipidade vou entregar minha vida.

Escrito por Kurt às 02:32:47 PM
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Quinta-feira , 26 de Fevereiro de 2009


Song

 

 

Outside by your doorstep

 

In a worn-out suit and tie

 

I'll wait for you to come down

 

Where you'll find me

 

Where we'll shine.

 

 

Escrito por Kurt às 12:39:28 AM
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Terça-feira , 10 de Fevereiro de 2009


Quote

 

My dreams are a cruel joke.

 

They taunt me.

 

Even in my dreams, I'm an idiot who knows he's about to wake up to reality.

 

 

Escrito por Kurt às 01:48:10 PM
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Sábado , 24 de Janeiro de 2009


If there is, I haven't found it yet

 

 

Likewise I said it first.

 

Credit where it is due.

 

The true love in your eyes
is stronger when they are closed...

 

Escrito por Kurt às 06:51:13 PM
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Quarta-feira , 24 de Dezembro de 2008


Desabafo

Rio por te lastimar. Sinto pena de tuas ações alicerçadas por conceitos cristalizados e ilusórios. Acorda. Nem sempre o grito de vitória sairá de tua boca. Sempre há alguém mais preparado e à tua frente. O único fator gratificante será a possibilidade deste não estar presente na tua vida, ou se simplesmente decidir abster-se de qualquer ato. Portanto, controla tuas palavras. Reflita ante o que é realmente importante para ti na busca de uma felicidade plena. Desvencilha-te do medíocre ou torna-te quem tu és.

Escrito por Kurt às 06:50:02 PM
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Segunda-feira , 15 de Dezembro de 2008


Dama da Noite

 

Dama da Noite

 

 

Numa dessas noites frias e estreladas, senti aquele cheiro mais uma vez. O ar inalado que preenchia meus pulmões como um bálsamo revigorava meu corpo desencadeando sentimentos  há muito latentes. Queria senti-lo sempre para todo o sempre.

 

Então, como uma torrente, pensamentos começaram a transbordar retratando o meu passado que já foi o meu presente mais querido. Recordei-me das viagens por aquelas estradas tão familiares, da paisagem que acompanhava o carro de mãos dadas como uma dócil amiga, das florestas que sempre tive medo, e de quando encostava o rosto no vidro e tentava notar o anoitecer fixando o olhar no firmamento que pouco a pouco ia tornando-se mais transparente e nítido para meu olhos pueris. Olhos que cintilavam não por causa do brilho das estrelas, mas pelo torpor causado pelo deleite de estar indo para lá novamente. Ainda não esqueci a sensação daquele estrondo repentino causado pelo término do asfalto que significava a passagem para as ruelas de terra e a iminente chegada àquele portão de madeira todo carcomido. O grande guardião que separava os meus dois universos. Ao transpô-lo, a Dama da Noite subjugava meu olfato e cheguei a cogitar se ela me atraia como uma armadilha atávica da mesma forma que atrai a mariposa vítima da natureza em sua constante polinização.

 

Um alarido longínquo e fui tirado de meu devaneio, estava sendo chamado por alguém nesta dimensão, neste presente, afastei-me com dificuldade e inebriado para continuar a vida.

 

 

Escrito por Kurt às 02:46:23 AM
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Segunda-feira , 01 de Dezembro de 2008


Resignação

É perturbador saber que algo está errado, querer fazer algo a respeito e não conseguir. E ficar a acreditar, simplesmente, que tudo um dia mudará e o trem de qual sou passageiro vai parar de descarrilar chegando ao seu destino.
Resignei-me e já não sei mais pelo que ou por quem clamar, então vou apenas silenciosamente aguardar enquanto resistir, pois já me encontro cansado de permanecer insone durante meus sonhos e dormir durante a minha vida.

Escrito por Kurt às 04:20:32 AM
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Terça-feira , 21 de Outubro de 2008


Samisol



O banhar da luz do sol dos dias seguintes nunca foi tão frio. Apenas recrudesce a sensação que já não possui amparo nenhum, contrastando-a com um dia claro e belo. O sentimento de desesperança parece querer ficar enclausurado por toda eternidade num coração que agora pertence às trevas.

De que me servem essas manhãs se já não mais ouço sua doce voz?

De que me servem essas tardes se já não mais ouço seus passos ao lado dos meus?

Para que vou assistir ao ocaso se sua mão para segurar não tenho mais?

Por qual razão nossos momentos ficaram gravados em minha memória se já não mais a possuo para compartilhá-los?

E que sentido atribuirei agora à palavra felicidade quando você já não mais se encontra aqui junto a mim?


Volte.

Voltemos.

Pausemos.

Escrito por Kurt às 02:46:30 PM
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Domingo , 05 de Outubro de 2008


Reverie

And for a minute there
I thought it was you.

Escrito por Kurt às 02:56:02 AM
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